Contos e fotografias de benzedeiras e benzedores da Ilha de Santa Catarina
As histórias, rostos e rezas do Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Santa Catarina
Florianópolis está mudando numa velocidade que quem cresceu aqui conhece de perto. Os bairros se transformam, as referências se deslocam, e o que tornava a Ilha singular fica mais difícil de encontrar e de mostrar para quem chegou depois.
As benzedeiras sempre fizeram parte desse mundo como a tradição que a Ilha guarda. Cada uma com um saber que não está escrito em lugar nenhum.
Este livro é um registro para que essas histórias sejam celebradas à vista.
Vencedor do Prêmio Elisabete Anderle de Apoio às Artes e à Cultura do Estado de Santa Catarina, 2017.
Uma narrativa visual por Virginia Yunes
Autora
Nasceu e cresceu em Florianópolis. As benzedeiras faziam parte do mundo que ela conhecia e da cultura que formou sua relação com a Ilha. Doutora em Antropologia Social pela UFSC e graduada em Letras (UFSC), é mestra em Ciência da Religião (PUCSP) e pesquisadora de temas como parentesco e família, negros no sul do Brasil, religião e religiosidades.
Conversando com benzedeiros e benzedeiras, percorreu a Ilha e o continente conduzindo as entrevistas do projeto. A partir dos relatos reais, escreveu 10 contos originais e uma biografia para cada nome e rosto.
Acredita na força educadora da palavra como meio de transformação para o conhecimento e para a reflexão crítica.
@martamagda.autoraFotógrafa
Natural da Argentina e radicada no Brasil desde os 10 anos, a Ilha de Florianópolis se tornou sua cidade. Doutora em Artes Visuais pela UDESC, onde atua como professora de fotografia, é também licenciada em Educação Artística (UDESC). Leciona no ensino superior há mais de 15 anos e desenvolve pesquisa em arte, fotografia, produção audiovisual e cultura africana/afro-brasileira. Como fotógrafa documentarista, colaborou com UNICEF, Cáritas e Mundo e Missão em diferentes países e é autora de "Cartas entre Marias: uma viagem à Guiné-Bissau".
Compreende a fotografia como agente de aproximação entre pessoas, culturas e fronteiras; acredita na arte humanística que sensibiliza e transforma olhares.
@virginiayunesCada uma das pessoas que estão neste livro tem nome, rosto e história própria. Entrevistadas individualmente por Marta Magda e fotografadas por Virgínia Yunes, seus depoimentos e vivências recebem o devido espaço.
Páginas
Espaço dedicado para cada benzedeira e benzedor contar a sua história.
Fotografia
As fotografias foram feitas para serem vistas, não apenas descritas. A reprodução em cores respeita a riqueza de tons, texturas e contrastes do trabalho.
Materialidade
Papel de alta gramatura e acabamento cuidadoso concebido como um objeto de exposição para valorizar a tradição.
Almas penadas perambulam
Um coro para o choro de criança
A vaca foi para o brejo?!
A professora sem identidade
Cavalo amarrado também fala
Conselho de doutor
A vista cravada do fura rede
O jovem de "pinguelinha" caída
Palavra de benzedeira
Inspirado nos relatos coletados em entrevistas, os 10 contos deste livro carregam o humor, a oralidade e o ritmo das comunidades pesqueiras da Ilha. Histórias de curas, de fé e de rezas narradas num tom fresco e alegre, que qualquer pessoa consegue habitar.
Ficção com raiz no real. Literatura com saber de antropologia.
Se você cresceu em Florianópolis ou fez da Ilha sua casa, esta obra reconhece a sensação de que existe uma Florianópolis mais antiga, mais particular, que resiste dentro da cidade que muda rápido demais.
Exiba a tradição com orgulho ou presenteie com identidade.
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